Viver Bem Diário – 30/09/2026

Olá. Meu nome é Juliana B F Alberto, tenho 45 anos e trabalho no mercado digital há anos. Minha rotina sempre foi intensa: planejamento de projetos, criação de conteúdo, estratégias, reuniões, prazos e aquela sensação constante de que sempre existe algo importante para resolver.
Durante muito tempo, acreditei que conseguiria manter esse ritmo indefinidamente. Afinal, sempre fui uma pessoa ativa, focada e acostumada a lidar com desafios.
Mas houve um momento em que comecei a perceber que algo estava mudando.
Por volta dos 39 anos, minha menstruação passou a apresentar alterações que nunca haviam acontecido antes. Em alguns períodos, atrasava por até três meses. Em outros, vinha duas vezes no mesmo mês. Como muitas mulheres, atribuí essas mudanças ao estresse, ao excesso de trabalho e às exigências da vida adulta.
Na época, eu não imaginava que estava iniciando uma transição hormonal que se estenderia por vários anos.
No dia 08 de agosto de 2026, após completar exatamente 12 meses sem menstruar, recebi a confirmação oficial da menopausa aos 45 anos.
Embora soubesse que a menopausa faz parte da vida de milhões de mulheres, viver essa experiência na prática foi muito diferente do que eu imaginava. Ler sobre a menopausa é uma coisa. Sentir as mudanças acontecendo no próprio corpo, acompanhar a transformação da rotina e perceber seus impactos na vida profissional e pessoal é algo completamente diferente.
O que mais me surpreendeu durante a menopausa não foram apenas as mudanças físicas. Os maiores desafios surgiram em áreas que eu jamais imaginei que seriam afetadas: concentração, memória, produtividade, disposição e equilíbrio emocional.
Para quem trabalha no ambiente digital, onde decisões precisam ser tomadas rapidamente e a capacidade de raciocínio é colocada à prova todos os dias, perceber essas mudanças pode ser assustador.
Por isso, decidi compartilhar minha experiência com a menopausa aos 45 anos de forma aberta e honesta. Não como médica, especialista ou profissional da saúde, mas como mulher que está vivendo essa fase e aprendendo a lidar com seus desafios dia após dia.
Se você está passando pela menopausa, pelo climatério ou começando a perceber mudanças hormonais que afetam sua qualidade de vida, talvez encontre nesta história experiências e reflexões com as quais possa se identificar.
Quando Percebi Que Meu Corpo Estava Mudando
A primeira mudança que realmente chamou minha atenção aconteceu por volta dos meus 39 anos. Minha menstruação, que até então fazia parte da minha rotina de uma maneira relativamente previsível, começou a ficar completamente irregular.
Havia períodos em que eu ficava até três meses sem menstruar. Depois, em outros momentos, a menstruação aparecia duas vezes no mesmo mês. Era difícil entender o que estava acontecendo, principalmente porque não havia uma explicação simples que eu pudesse apontar naquele momento.
Uma coisa importante nessa história é que eu sempre tive o hábito de cuidar da minha saúde. Costumo ir ao ginecologista pelo menos uma vez por ano e, ao longo desse período, fazia meus exames e acompanhava regularmente minha saúde. Durante os primeiros anos em que minha menstruação começou a ficar irregular, os resultados não apontavam alterações que explicassem claramente o que estava acontecendo.
Continuei trabalhando e seguindo minha vida normalmente. Afinal, quando estamos acostumadas a uma rotina cheia de responsabilidades, nem sempre paramos para observar com atenção os sinais que o corpo está dando.
Foi somente em 2024, durante meu acompanhamento médico, que os exames hormonais começaram a apresentar sinais compatíveis com a transição para o climatério. Foi a minha ginecologista quem me explicou essa relação ao analisar os resultados em conjunto com as mudanças que eu já vinha percebendo no meu ciclo menstrual.
A partir daquele momento, comecei a olhar para tudo o que estava acontecendo de uma maneira diferente. Aquilo que antes parecia apenas uma menstruação irregular passou a fazer parte de um processo maior de transformação do meu corpo.
Com o passar dos anos, outras mudanças também começaram a aparecer e, aos poucos, fui entendendo que estava atravessando uma fase diferente da minha vida.
O mais curioso é que a menopausa não chegou para mim como um acontecimento isolado. Foi um processo. Houve anos de mudanças, dúvidas e sintomas que foram se tornando parte da minha realidade antes que eu chegasse ao momento em que passei 12 meses consecutivos sem menstruar.
Hoje, olhando para trás, consigo perceber que aqueles primeiros sinais aos 39 anos foram importantes para entender a trajetória que me trouxe até a menopausa aos 45 anos.
Os Sintomas da Menopausa Que Mais Me Surpreenderam
Foi a partir dessa fase que comecei a perceber que a menopausa estava trazendo mudanças que iam muito além da menstruação. Alguns sintomas passaram a aparecer na minha rotina de maneira bastante concreta, e o que mais me surpreendeu foi perceber que eles também podiam interferir na forma como eu pensava, trabalhava, dormia e lidava com as atividades do dia a dia.
Entre essas mudanças, algumas chamaram especialmente a minha atenção, principalmente a névoa mental, a dificuldade de concentração, os calorões, as alterações no sono e o cansaço.
A Névoa Mental e a Concentração
Um dos sintomas que mais me surpreendeu foi a chamada névoa mental. Comecei a perceber momentos em que tinha dificuldade para me concentrar, organizar os pensamentos ou encontrar uma palavra que eu sabia que conhecia. Não era algo que acontecia o tempo todo, mas aparecia o suficiente para chamar a minha atenção.
No meu caso, isso se tornou especialmente incômodo por causa do meu trabalho. No mercado digital, preciso passar boa parte do dia pensando em estratégias, planejando projetos, criando conteúdos, analisando informações e tomando decisões. São atividades que exigem atenção e clareza de raciocínio.
Em alguns dias, percebia que precisava de mais tempo para concluir tarefas que antes pareciam simples. Às vezes, começava uma atividade e tinha dificuldade para manter o foco até o final. Em outras situações, uma ideia estava clara na minha cabeça, mas parecia mais difícil colocá-la em palavras.
Foi uma mudança que me fez perceber que a menopausa poderia afetar aspectos da minha rotina que eu nunca havia relacionado a essa fase da vida. E, para mim, entender isso foi importante para começar a olhar para essas dificuldades com mais atenção, em vez de simplesmente pensar que estava trabalhando demais ou que era apenas cansaço.
Calorões, Sono e Cansaço
A névoa mental não foi a única mudança que comecei a perceber. Os calorões também passaram a fazer parte da minha rotina, assim como alterações no sono e períodos de maior cansaço.
Os calorões podem surgir de forma bastante inesperada. Em determinados momentos, estou trabalhando normalmente e, de repente, sinto uma onda de calor que muda completamente a sensação do meu corpo. É algo que pode parecer pequeno para quem observa de fora, mas que, quando acontece durante uma atividade que exige concentração, acaba interrompendo o ritmo.
O sono também passou a ser diferente. Algumas noites são tranquilas, enquanto em outras percebo que não descanso da mesma maneira. E quando uma noite não é boa, é natural perceber os efeitos no dia seguinte, principalmente na disposição e na capacidade de manter o ritmo de trabalho.
O cansaço foi outro sinal que comecei a observar com mais atenção. Não se trata simplesmente de estar cansada depois de um dia cheio de tarefas. É uma sensação que, em alguns momentos, me faz perceber que preciso diminuir o ritmo e respeitar mais os limites do meu corpo.
Essas experiências me fizeram entender que a menopausa não estava mudando apenas uma parte da minha rotina. Aos poucos, diferentes aspectos do meu dia a dia começaram a se conectar, e isso também acabou refletindo na minha vida profissional.
Como a Menopausa Começou a Afetar Meu Trabalho
Trabalhar no mercado digital exige muito mais do que simplesmente cumprir uma lista de tarefas. Minha rotina envolve criatividade, planejamento, análise, tomada de decisões e a necessidade de estar constantemente pensando em novos projetos e estratégias.
Por isso, comecei a perceber que algumas mudanças trazidas pela menopausa tinham um impacto direto na minha rotina profissional. A dificuldade de concentração, os momentos de névoa mental, o cansaço e as noites de sono menos tranquilas podiam tornar determinadas tarefas mais demoradas e exigir de mim um esforço maior.
Não deixei de trabalhar e nem abandonei meus projetos. O que mudou foi a maneira como passei a perceber meu próprio ritmo. Comecei a entender que precisava prestar mais atenção aos sinais do meu corpo e reconhecer quando minha concentração ou disposição não estavam iguais às de outros dias.
Para mim, essa foi uma das partes mais difíceis de aceitar. Sempre estive acostumada a produzir, resolver problemas e seguir em frente. Perceber que precisava respeitar limites que antes não faziam parte da minha rotina exigiu uma mudança de perspectiva.
A menopausa, nesse sentido, acabou me ensinando que produtividade não significa necessariamente fazer tudo no mesmo ritmo todos os dias. Existem períodos em que consigo produzir muito e outros em que preciso desacelerar um pouco. E aprender a reconhecer essa diferença passou a ser parte da minha experiência.
O Que Fiz Depois de Perceber Essas Mudanças
Depois de perceber que alguns sintomas estavam realmente interferindo na minha rotina, decidi não ignorá-los. Continuei fazendo meu acompanhamento com a minha ginecologista e passei a observar com mais atenção o que estava acontecendo comigo.
Conversei com a minha médica sobre os sintomas que vinha sentindo e, com a autorização dela, decidi experimentar uma alternativa antes de pensar em iniciar uma reposição hormonal. Foi nesse contexto que comprei o produto Amora Miura Pura Extrato Natural para TPM e Menopausa, pela Shopee.
Estou deixando aqui o link do produto que comprei para quem quiser conhecer exatamente qual produto escolhi.
É importante deixar claro que, no momento em que escrevo este artigo, ainda estou aguardando a entrega do produto. Portanto, ainda não usei e não posso afirmar se ele vai melhorar os meus sintomas ou produzir qualquer resultado.
Minha decisão de experimentar esse produto antes de considerar uma reposição hormonal faz parte exclusivamente da minha experiência pessoal e foi tomada após conversar com minha médica. Não estou recomendando que outras mulheres façam o mesmo, já que qualquer decisão relacionada a sintomas da menopausa e tratamentos deve ser individualizada e discutida com um profissional de saúde.
Quando eu tiver a oportunidade de experimentar o produto, poderei compartilhar uma nova atualização contando como foi a minha experiência — seja qual for o resultado.
O Que a Menopausa Me Ensinou Sobre Meu Próprio Ritmo
Viver a menopausa me fez perceber que nem sempre é possível exigir do corpo o mesmo ritmo em todas as etapas da vida. Durante muito tempo, eu estava acostumada a simplesmente continuar, mesmo quando a rotina estava pesada ou quando precisava lidar com muitas responsabilidades ao mesmo tempo.
Hoje, tenho prestado mais atenção aos sinais que antes talvez passassem despercebidos. A menopausa me fez entender que reconhecer o cansaço, respeitar os momentos de menor concentração e entender minhas próprias limitações não significa deixar de ser produtiva.
Ainda estou aprendendo a lidar com todas essas mudanças. A menopausa é uma experiência nova para mim, e não tenho todas as respostas. O que tenho é a minha própria vivência e a vontade de entender melhor o que está acontecendo comigo.
Por isso, decidi escrever este relato. Não para apresentar uma fórmula ou dizer o que outra mulher deve fazer, mas para compartilhar uma experiência real de uma mulher que chegou aos 45 anos, passou pela menopausa e precisou aprender a enxergar sua rotina de uma maneira diferente.
Minha Experiência Com a Menopausa Até Aqui
Chegar aos 45 anos e perceber que estou vivendo a menopausa mudou algumas coisas na maneira como enxergo meu corpo e minha rotina. Ainda estou aprendendo a reconhecer os sinais e entender como cada mudança interfere no meu dia a dia.
Não considero que tenha encontrado todas as respostas. Pelo contrário, ainda existem muitas coisas que estou descobrindo sobre essa nova fase. A menopausa não chegou com um manual de instruções, e acredito que muitas mulheres também passem por esse período tentando entender o próprio corpo.
O que mudou para mim foi a atenção que passei a dar a essas mudanças. Hoje observo mais minha disposição, meu sono, minha concentração e a maneira como meu corpo reage durante a rotina. Também aprendi que não preciso fingir que nada mudou apenas para manter o mesmo ritmo de antes.
Minha intenção ao compartilhar essa experiência com a menopausa é justamente mostrar esse lado que muitas vezes fica escondido: a mulher continua trabalhando, cuidando das suas responsabilidades e seguindo a vida, mas pode estar enfrentando mudanças internas que nem sempre são percebidas por quem está ao redor.
Ainda tenho muito a aprender sobre a menopausa e sobre como cuidar de mim nessa nova etapa. Mas acredito que falar sobre o assunto de maneira aberta e honesta também faz parte desse processo.
Perguntas Frequentes Sobre a Menopausa
Ao compartilhar minha experiência com a menopausa, percebi que existem muitas dúvidas sobre essa fase da vida. Por isso, reuni algumas das perguntas que podem surgir quando uma mulher começa a perceber mudanças no ciclo menstrual ou sintomas diferentes na rotina.
As respostas abaixo têm caráter informativo e não substituem uma avaliação médica. Cada mulher pode vivenciar a menopausa de uma maneira diferente.
Com que idade a menopausa costuma acontecer?
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria das mulheres passa pela menopausa naturalmente entre os 45 e 55 anos. A OMS também explica que a transição menopausal pode começar gradualmente, geralmente com alterações no ciclo menstrual, e pode se estender por vários anos.
No Brasil, o Ministério da Saúde também informa que a menopausa ocorre, em geral, entre 45 e 55 anos. Por isso, chegar à menopausa aos 45 anos está dentro da faixa descrita pelas referências médicas.
Quais são os sintomas mais comuns da menopausa?
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os sintomas associados à transição menopausal podem variar bastante entre as mulheres. Entre os mais conhecidos estão ondas de calor, suor noturno, alterações no sono, mudanças de humor e sintomas relacionados à saúde vaginal. A OMS também destaca que algumas mulheres apresentam poucos ou nenhum sintoma, enquanto outras podem ter manifestações que interferem na vida cotidiana e na qualidade de vida.
A Diretriz Brasileira sobre a Saúde Cardiovascular no Climatério e na Menopausa, publicada pela FEBRASGO em 2024, também descreve sintomas como ondas de calor, alterações do sono, irritabilidade, confusão mental, palpitações e dores musculares ou articulares entre as manifestações que podem ocorrer nessa fase.
A menopausa pode afetar a vida profissional e a rotina diária?
De acordo com a OMS, a transição para a menopausa pode afetar o bem-estar físico, emocional, mental e social. A organização também reconhece que os sintomas podem interferir nas atividades diárias e na qualidade de vida.
O Manual de Atenção às Mulheres na Transição Menopausal e Menopausa, publicado pelo Ministério da Saúde em 2026, reforça que essa fase deve ser compreendida considerando as diferentes dimensões da vida da mulher e suas experiências individuais.
Isso ajuda a contextualizar uma parte importante da minha própria experiência: para mim, as mudanças percebidas durante a menopausa não ficaram restritas ao corpo. Elas também acabaram repercutindo na concentração, no ritmo de trabalho e na maneira como passei a organizar minha rotina.
Fontes e Referências
Organização Mundial da Saúde (OMS). Menopause. Atualizado em 16 de outubro de 2024. A publicação aborda a definição de menopausa, a transição menopausal, sintomas e os impactos que essa fase pode ter na saúde e na vida cotidiana. Acessar a fonte da OMS
FEBRASGO — Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Menopausa: Cerca de 17 milhões de mulheres no Brasil estão no climatério. Publicado em 12 de setembro de 2025. O conteúdo reúne informações de especialista da FEBRASGO sobre menopausa, climatério, sintomas e acompanhamento médico. Acessar a fonte da FEBRASGO
Ministério da Saúde. Documentos técnicos sobre atenção às mulheres na transição menopausal e menopausa. O Ministério da Saúde destaca a importância de informações qualificadas e baseadas em evidências e do acompanhamento individualizado nessa fase. Acessar publicação do Ministério da Saúde
Nota da Autora
Escrevi este artigo para compartilhar a minha experiência pessoal com a menopausa aos 45 anos e as mudanças que percebi ao longo desse processo. Tudo o que relato aqui parte daquilo que vivi, senti e observei na minha própria rotina.
Não sou médica e este conteúdo não substitui uma consulta, diagnóstico ou orientação de um profissional de saúde. As informações apresentadas ao longo do artigo têm finalidade exclusivamente informativa e foram complementadas por fontes de instituições reconhecidas.
Também faço questão de deixar claro que ainda estou vivendo essa experiência. Não tenho todas as respostas e não pretendo apresentar a minha maneira de lidar com a menopausa como uma solução para outras mulheres. Cada pessoa pode vivenciar essa fase de uma forma diferente.
Meu objetivo é simplesmente falar sobre um assunto que faz parte da minha vida hoje com honestidade, inclusive sobre os aspectos que afetaram minha rotina profissional e pessoal.

Por Juliana B F Alberto – 30/09/2026
Empreendedora Digital
