Proteção solar diária e cuidados com a pele exposta nas costas
A proteção solar constante nas costas e zonas de difícil acesso é fundamental para prevenir lesões cutâneas.
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Proteção solar além do verão: o alerta que a minha pele me obrigou a escutar

Por Juliana B F Alberto

A gente passa boa parte da vida acreditando que a proteção solar é algo exclusivo para os dias ensolarados de praia e piscina. Crescemos ouvindo que o filtro solar é item de mala de viagem, daqueles potes grandes que a gente joga no fundo da gaveta e esquece lá assim que o calor acaba.

Parece que existe um acordo silencioso na nossa cabeça de que o mormaço, o dia nublado, a rotina de escritório ou a luz que entra pela janela de casa nos tornam completamente invisíveis para a radiação solar. Mas a biologia do nosso corpo não segue o nosso calendário de férias: a pele não tira folga, e os raios ultravioleta não param de atuar só porque o tempo esfriou ou o céu ficou cinzento.

Nesta semana, resolvi abrir o meu coração e escrever este texto não como quem veste um jaleco branco para dar uma lição de moral, mas como uma mulher que precisou parar a rotina agitada e encarar um susto de frente. Na próxima sexta-feira, dia 23, vou entrar numa sala de cirurgia para realizar a retirada de uma lesão na pele localizada nas minhas costas. A médica que me atendeu avaliou a área com cuidado e levantou a forte hipótese de ser um carcinoma basocelular.

Colocar isso em palavras e ver escrito no papel mexe profundamente com a gente. A verdade é que a palavra “câncer” carrega um peso enorme na nossa sociedade. Ela assusta, aperta o peito de imediato e traz um turbilhão de dúvidas e ansiedades para a cabeça. No entanto, conversando com a médica, ouvindo os especialistas e respirando fundo, entendi que a melhor forma de atravessar esse momento é com informação correta, transparência e muito acolhimento.

Faço questão de deixar claro desde já: o resultado final da biópsia ainda vai sair após o procedimento. Assim que o laudo estiver em mãos, prometo voltar aqui no Viver Bem Diário para escrever um novo artigo contando os próximos capítulos dessa jornada para vocês, seja qual for o resultado.

Até lá, ver essa situação bater diretamente à minha porta mudou por completo a forma como enxergo o meu próprio corpo. A gente passa os dias correndo, cuida da casa, dá conta do trabalho, zela pela família e esquece que a nossa pele vai somando e registrando cada minutinho de exposição descuidada ao longo dos anos.

O dano silencioso e a necessidade da proteção solar no dia a dia

Para e pensa comigo sobre como é a nossa rotina diária no Brasil. Quantas e quantas vezes a gente sai de casa correndo para resolver mil coisas na rua, pega trânsito, trabalha na mesa perto da janela ou caminha alguns blocos sob o sol da tarde sem lembrar sequer de passar um hidratante com fator de proteção solar no rosto? Quem dirá lembrar de aplicar o produto nas costas, na nuca, nos braços ou nas pernas no dia a dia.

A radiação ultravioleta — especialmente os raios do tipo UVA — não quer saber se o dia está bonito ou se há nuvens carregadas no céu. Diferente dos raios UVB, que são mais fortes no verão e causam aquela queimadura vermelha e dolorida que todo mundo conhece, os raios UVA mantêm praticamente a mesma intensidade ao longo do ano inteiro, do nascer ao pôr do sol. Eles têm a capacidade de atravessar o vidro do carro, a janela da sala de estar e as vidraças do escritório, atingindo as camadas mais profundas da nossa pele de maneira totalmente silenciosa e indolor.

Como bem reforçam os dados consolidados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e os alertas recentes da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulgados na Agência Brasil, o câncer de pele é, de longe, o tipo de tumor de maior incidência no nosso país. E por que esses números são tão expressivos? Exatamente por causa do chamado dano solar cumulativo combinado com as características individuais de cada pessoa.

Na consulta, a médica me explicou com muita clareza que essa equação tem três pilares principais:

  • A radiação solar acumulada: não é apenas aquele sol do fim de semana na praia que conta. O que pesa de verdade é a soma de todos os pequenos momentos de exposição desprotegida acumulados ao longo de décadas. A pele tem uma espécie de “memória celular”, e a conta dessa exposição pode chegar anos mais tarde.
  • A genética: o histórico da nossa família e a forma como o nosso organismo reage às agressões externas desempenham um papel decisivo na predisposição do surgimento de lesões na pele.
  • A pele clara: pessoas de pele, olhos ou cabelos claros possuem uma quantidade menor de melanina — o pigmento natural que funciona como uma proteção do próprio corpo —, tornando a pele naturalmente mais sensível e vulnerável aos efeitos da radiação ultravioleta.

Entender essa combinação me tirou da posição de culpa e me colocou num lugar de consciência: não se trata de se martirizar pelo passado, mas de entender como o corpo funciona para cuidar melhor dele daqui para frente.

Proteção solar e rotina diária de cuidados com a pele do rosto
Incorporar a proteção solar na rotina matinal é um passo simples e essencial para prevenir o envelhecimento precoce e lesões na pele.

A história daquela verruga antiga que a gente insiste em ignorar

Sabe aquela “verruga” ou manchinha antiga que a gente carrega na pele desde muito jovem e acaba normalizando com o passar do tempo? Eu tenho uma exatamente assim nas costas desde a minha juventude. Naquela época, cheguei a fazer um procedimento para queimá-la, achando que seria uma solução definitiva e que a história terminaria ali.

No entanto, há cerca de dois anos, aquela marca resolveu dar sinal de vida de novo. Ela reapareceu no mesmo local, começou a crescer além do normal e, por estar situada bem numa região de atrito — onde a alça do sutiã ou a costura da roupa pegam o tempo todo —, acabou se machucando e sangrando em vários momentos ao longo desses meses.

Hoje, aos 45 anos, com a maturidade que a vida nos dá, percebo o quanto a gente tende a empurrar com a barriga e negligenciar esses pequenos sinais que o corpo nos envia. A gente vai se acostumando com a presença daquela marquinha, acha que “sempre esteve ali” e vai adiando a visita ao médico por causa da correria diária.

Quando a médica olhou para a lesão na consulta, o sinal de alerta acendeu de imediato. Segundo as diretrizes médicas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) repercutidas pelo Jornal da USP, o carcinoma basocelular é o tipo mais frequente entre as alterações de pele desse gênero.

A notícia que traz alívio e acolhimento para o coração é que o carcinoma basocelular tem um crescimento bastante lento e, na imensa maioria dos casos, não se espalha para outros órgãos do corpo. Como os especialistas reforçam em entrevistas e conteúdos educativos publicados no Portal Drauzio Varella sobre os cuidados com a pele, quando a lesão é identificada no comecinho, o procedimento cirúrgico de retirada simples costuma ser totalmente resolutivo, permitindo que a pessoa siga a vida com absoluta tranquilidade e saúde.

O perigo real não está na gravidade da lesão em si, mas na nossa própria demora em buscar atendimento. Deixar para depois, achar que “não é nada” ou tratar uma lesão persistente como uma simples verruga sem avaliação médica é o único risco verdadeiro que a gente não pode correr.

O desafio de olhar para aquilo que a gente não enxerga no espelho

A experiência pela qual estou passando às vésperas dessa cirurgia me trouxe uma reflexão valiosa sobre o nosso autocuidado diário: como é que a gente cuida daquelas partes do corpo que os nossos próprios olhos não conseguem enxergar no espelho?

Muitas de nós investem tempo e recursos cuidando da pele do rosto. A gente passa protetor facial, usa sérum, aplica hidratante antes de dormir e repara em qualquer linhazinha nova que surge ao redor dos olhos. No entanto, as costas, a nuca, a parte de trás das orelhas, o couro cabeludo e a região posterior das pernas acabam se tornando verdadeiros “pontos cegos” da nossa rotina de saúde.

É justamente por isso que as recomendações da Sociedade Brasileira de Dermatologia e os materiais educativos do Portal Drauzio Varella insistem tanto na importância de realizarmos o autoexame da pele com frequência.

Você não precisa de equipamentos sofisticados ou de formação médica para observar o seu próprio corpo. Criar o hábito de se examinar é simples e pode ser incorporado na rotina de cuidados de forma leve:

  • Use espelhos a seu favor: utilize um espelho de mão junto com o espelho do banheiro para inspecionar as costas, a nuca e a parte de trás das coxas de tempos em tempos.
  • Peça ajuda a quem mora com você: crie um ambiente de carinho em casa e peça para o seu parceiro, parceira ou familiar dar uma olhada nas suas costas e no couro cabeludo para verificar se há alguma marca diferente.
  • Fique atenta aos sinais visuais de alerta:
    • Uma verruga ou pinta antiga que mudou de cor, de formato ou começou a crescer rapidamente.
    • Uma feridinha teimosa que não sara nunca, cria uma casquinha, parece que vai melhorar, mas volta a abrir e sangra com o atrito da roupa.
    • Qualquer nódulo pequeno, brilhante ou mancha áspera que surja sem motivo aparente e não desapareça em poucas semanas.

Como o Dr. Drauzio Varella costuma enfatizar em suas orientações de saúde pública, qualquer ferida na pele que persista por mais de três a quatro semanas sem cicatrizar precisa passar pela avaliação de um médico dermatologista. Não espere sentir dor para agendar uma consulta. O carcinoma basocelular e outras lesões iniciais na pele raramente causam dor, coceira forte ou incômodo físico no começo. A ausência de dor não significa ausência de necessidade de cuidado.

Resumo prático sobre a prevenção e a proteção solar

Para facilitar o entendimento e ajudar a organizar esses cuidados ao longo de todo o ano, preparei um resumo prático dos hábitos essenciais que passei a adotar:

Situação do Dia a DiaO que fazer na práticaPor que este cuidado importa
Rotina MatinalAplicar protetor com FPS 30 ou superior no rosto e áreas expostas.Cria a barreira inicial necessária contra a proteção solar insuficiente do dia a dia.
Ambientes Fechados e Dias NubladosManter o uso do filtro solar mesmo dentro de casa ou do escritório.Os raios UVA atravessam vidros e nuvens com alta intensidade durante o ano todo.
Autoexame MensalObservar o corpo todo usando espelhos ou pedindo ajuda a familiares.Identifica verrugas e manchas suspeitas em pontos cegos do corpo antes que cresçam.
Consulta com a MédicaBuscar atendimento ao notar feridas ou verrugas que mudam de formato.Permite a retirada precoce da lesão e garante altas taxas de cura e recuperação plena.

Guia prático: trazendo a proteção solar para a vida real

Depois de compreender a importância de proteger a pele diariamente, a pergunta que fica é: como transformar essa teoria numa prática viável na nossa rotina corrida sem que isso se torne uma obrigação chata ou pesada?

Garantir a devida proteção solar não precisa ser um ritual complexo. Deve ser enxergado como um gesto diário de respeito e carinho com a nossa história e com o nosso futuro. Para ajudar você a estruturar essa rotina, reuni os passos essenciais recomendados pela dermatologia:

  1. Adote o filtro solar como um hábito automático: assim como escovar os dentes ao acordar é algo que fazemos sem sequer pensar, a aplicação do protetor solar precisa entrar na sua sequência matinal em qualquer estação. Deixe o frasco do produto ao lado do creme dental ou na pia do banheiro para nunca esquecer.
  2. Atente-se à quantidade e à reaplicação: aplicar apenas um pinguinho de creme não garante o nível de proteção indicado no rótulo. Aplique uma camada generosa e lembre-se de reaplicar o produto ao longo do dia — especialmente se você trabalha perto de janelas, se movimenta muito na rua ou transpira bastante —, conforme reforçam as diretrizes publicadas pelo Dr. Drauzio Varella no ICL Notícias.
  3. Não negligencie os “pontos cegos”: ao passar o protetor pela manhã, estenda o cuidado para a nuca, as orelhas, o pescoço, o colo e o dorso das mãos. Se for usar uma roupa que deixe as costas ou ombros à mostra, peça ajuda para aplicar o produto nessas regiões também.

Um convite ao autocuidado e ao afeto consigo mesma

Passar por um procedimento cirúrgico na próxima sexta-feira, dia 23, e encarar a expectativa de um laudo traz um frio na barriga que não vou tentar esconder. Sou humana, sinto medo, ansiedade e incertezas como qualquer pessoa. Mais do que nunca, percebo que deixar aquela marquinha nas costas sem avaliação por tanto tempo foi um risco que a maturidade nos ensina a não correr mais.

No entanto, escolhi olhar para este momento com um profundo sentimento de gratidão por ter parado a tempo de escutar o alerta que a minha pele me deu. Tive a oportunidade de buscar uma médica atenta, fazer os exames necessários e agendar a retirada da lesão com toda a segurança.

Hoje, essa virada de chave já faz parte da minha rotina diária. Por orientação expressa da minha dermatologista, passei a usar um protetor solar de alta proteção para o rosto e corpo todos os dias. Como sei que muitas de vocês me pedem indicações de produtos práticos e acessíveis para manter essa rotina em dia, comprei o meu diretamente na Shopee pela facilidade de entrega. Se você quiser conferir o produto recomendado e garantir o seu para o dia a dia, deixo o link direto do produto na Shopee aqui para quem quiser conhecer. Eu vou usar o 70.

Proteção solar diária com protetor solar Perfect Corpus FPS 30, 50 e 70
Opções de protetor solar com toque seco e proteção UVA/UVB para uso diário em diferentes fatores de proteção.

O meu grande propósito ao abrir a minha história com tanta honestidade aqui no Viver Bem Diário é garantir que você não precise passar pelo susto de uma cirurgia para começar a olhar para si com a atenção e o carinho que você merece. Entender a real necessidade da proteção solar diária é o primeiro passo para preservar a sua saúde a longo prazo.

A nossa vida corrida não pode continuar servindo de desculpa para deixarmos a nossa saúde em segundo plano. Cuidar de si é um exercício diário construído nos pequenos detalhes: no ato consciente de passar o protetor solar pela manhã mesmo quando o tempo está cinzento; na coragem de finalmente marcar aquela consulta médica que você vem adiando há meses; ou no gesto afetuoso de pedir para alguém olhar aquela manchinha nas suas costas.

Se este meu relato fizer com que você se olhe no espelho hoje com mais atenção e carinho, todo esse processo já terá valido a pena.

Assim que o resultado da biópsia sair, estarei de volta aqui no Viver Bem Diário para conversar com vocês e compartilhar os próximos passos. Até lá, cuide bem do seu corpo, proteja a sua pele e não adie o seu autocuidado.

Um abraço bem carinhoso,

Juliana B F Alberto

Juliana B F Alberto
Obrigada pela leitura e cuide-se!
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Sou Juliana B F Alberto. Por aqui, compartilho dicas de bem-estar, organização da rotina, receitas fáceis e guias de compras para simplificar a sua vida todos os dias.

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